terça-feira, 17 de novembro de 2009

Registrando:

Não tenho precisado de tempo pra ser feliz!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Gosto de começar todas as vezes. De novo.
Conquistei tudo o que havia registrado na listinha, agora tô fazendo outra.
A minha humanidade continuará me levando aos becos-sem-saída
e eu valorizarei cada segundo de falta.
Nova, estou nova, não pronta, mas disposta.
Viva!!

domingo, 24 de maio de 2009

Verde e vermelho - uma homenagem.


Nos filmes, eu via aquelas mulheres independentes chegarem, abrirem a porta, ascenderem a luz e jogarem as chaves no sofá, como eu sonhava com aquilo!
Hoje, depois de tantas semanas sem perceber o quanto eu gostava de estar com você, vi o quanto é bom estar nos seus braços novamente.
Limpei os seus olhos, os seus braços e a sua testa. Menina, como você conseguiu conviver com todas aquelas aranhas juntas?(risos)Agora você está linda! Gostou do perfume?
Obrigada por trazer, depois de toda aquela angústia, aquela rosa, eu percebi o seu cuidado, certo?Vi que você a colocou na minha janela.
Por todos esses longos dias tens recebido as minhas lágrimas, tens me ajudado nas pressas (você não tem permitido a entrada de desconhecidos) e tens aberto os seus olhos p/ que eu pudesse enxergar o Sol. Arrancou-me da cama quando chovia, abriu sua boca e eu senti o frio.
Só não tenho escutado a sua voz... por que?
O seu espaço interno, todos os seus órgãos têm funcionado muito bem!
Tem sido uma convivência agradável mas eu posso fazer uma, apenas uma exigência? Às vezes, só às vezes eu me sinto um pouco só, sabe? Você pode falar um pouco comigo?
Vivendo assim, nós duas, tenho me tornado o bastante.

Antes sem, agora.


Antes, a ansiedade.
Hoje, o desdém.
Os sonhos... choque.
Entre as faíscas, o que tenho feito.
Tenho sido muitas.
Viver comigo mesma: cadeira no chuveiro, insônia, música alta...
Entre mortos e feridos, continuo em pé, tentando.

sábado, 10 de janeiro de 2009




Há tempos gostaria de escrever-te. Como está tudo por aí?Já faz tanto tempo, não? Eu tenho uma novidade, acho que o senhor irá gostar. Eu estive lá, sentei na varanda, vi seu afilhado, acho até que consegui escutar a sua voz chamando pelo meu nome.
Agora já não há tantas galinhas como antes, os gansos não passam mais a maior parte do tempo lá perto, os cavalos estão cansados, as placas foram substituídas e a mesa grande foi abandonada.
Como eu gostaria de ter o seu abraço novamente, eu poderia até escutar aquelas músicas sernejas ao seu lado! Eu queria tanto jogar dominó e ver a sua alegria em perder, só p/ me ver entusiasmada!
Eu até poderia ir embora sem dizer, só p/ no dia seguinte ouvir: "vc nem se despediu de mim" cantada pelo senhor...
Eu tive tão pouco tempo com você!Por que não pode voltar?Volta!Naquele tempo, naquele dia eu não entendi bem o que aquela enfermeira quis dizer qdo usou a palavra falecer. Eu orei, eu pedi que Deus não levasse aqueles olhos azuis p/ longe de mim mas aquela maldita doença me deixou sem os meus mimos, sem as poesias de interior, sem o meu avô querido.
Estou distante, tão distante do que eu realmente gostaria de ser! Precisaria de um referencial, o senhor bem que podia reassumir seu posto.
Sem nexo, sem incentivo, sem as maiores brincadeiras, sem as danças de bolero, sem o meu admirador convicto. Eu estava sem você esse tempo todo mas só agora a dor apertou, talvez porque eu tenha entendido o seu amor, eu tbm te amo!
Espero que quando chegar o meu dia haja possibilidade de ser criança novamente nos seus (a)braços.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Eu não sei mais escrever.
Merda.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

De repente uma saudade.
Parecia-me que não haveria fim... Um dia desses decidi assistir a um dos "aniversários filmados da bonequinha Rebeca".
Eu dizia:
-Ai!
E meu pai ou minha mãe corriam p/ perguntar qual era o meu próximo desejo, será que eu queria mais um balão na mão ou seria suficiente mais uma coxinha?
A mesa era sempre tão decorada, os garçons tão elegantes e minha mãe tão cansada!

[uma breve pausa p/ o choro, eu posso?]

É, realmente depois dos quinze a festinha de aniversário transforma-se em mero sinónimo, o que antes era comemoração hoje é morgação. Eu queria tanto aqueles momentos de volta, aqui, perto de mim!Queria tanto o abraço e o:
-ow... não chore!mainha e painho estão aqui!
Será que virar adulta, uma "mulher feita" vai doer tanto assim p/ sempre? Porque eu não os quero somente p/ dizer através do maldito telefone que tudo dará certo e que o mal já irá passar!
Eu não posso mais dizer que um bicho papão está aqui perto... mas ele tá, acreditem!

"... eu tenho medo mas estou aqui..."

Agora, lá fora não é mais o corredor que dava p/ o quarto da segurança, bem aqui, onde a porta está fechada é o fim, do meu canto e o começo da minha próxima canção
(criada ainda sem a melodia inspirada por vocês).
Mas eu consigo.Eu tento e me reinvento!